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Renascimento, Renascença ou Renascentismo é um período da história da Europa marcado pelo resgate do pensamento clássico greco-romano e pela sua aplicação inovadora em diversas áreas da atividade humana. Embora não haja consenso sobre a extensão desse período, considera-se, em geral, o intervalo entre meados do século XIV e o final do século XVI. O termo Rinascita foi registrado pela primeira vez pelo historiador Giorgio Vasari no século XVI, que se empenhou em estabelecer a cidade de Florença como a protagonista das inovações mais importantes da época — uma visão que a historiografia contemporânea relativiza, embora seus escritos tenham exercido influência decisiva na crítica de arte por séculos. A terminologia faz referência à intensa revalorização das referências da Antiguidade Clássica, que nortearam o progressivo abrandamento do dogmatismo religioso e do misticismo medieval, promovendo a exaltação da racionalidade, do empirismo e da natureza. Esse processo esteve associado a profundas mudanças sociais e transformações em disciplinas como as artes plásticas, a arquitetura, a política, a literatura, as ciências e as grandes explorações marítimas. É durante o Renascimento que a Europa Ocidental teria transitado ou começado a transição do feudalismo para o capitalismo e presenciado transformações na cultura, na sociedade, na economia, na política e na religião que marcam o declínio das estruturas da Idade Média. O termo é comumente mais empregado em referência aos efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências.
Fontes: pt.wikipedia.org
Durante o Renascimento o ser humano foi revestido de nova dignidade e colocado no centro da Criação. Por essa revalorização, deu-se à principal corrente de pensamento desse período o nome de humanismo. Não obstante, a ruptura necessária para a emergência do verdadeiro renascimento ocorreu no século XIV, quando artistas retornaram às formas antigas como uma crítica às tradições medievais correntes do românico e gótico, superando as artes figurativas que haviam se tornado cada vez mais abstratas nos séculos anteriores. Embora o naturalismo e o lirismo tenham atingido o seu ápice no estilo gótico maduro da primeira metade do século XIII, essa produção ainda era influenciada por uma matriz gótica tardia ou pela experiência da arte gótica contemporânea, como no caso de Giotto di Bondone. O ressurgimento renascentista diferenciou-se por não apenas reunir fontes antigas para fins políticos ou religiosos, mas por recuperar dos princípios da tradição pagã greco-latina e das regras das artes nobres, permitindo que os artistas derivassem a nova arte da observação da natureza mais do que do simples estudo de modelos antigos. O movimento manifestou-se primeiro na região da Toscana, sobretudo nas cidades de Florença e Siena, de onde se difundiu para o resto da península Itálica, e, posteriormente, para a maioria dos países da Europa Ocidental. A sua difusão tem íntima relação com o desenvolvimento da imprensa e a circulação de obras e artistas. Também é notável o envolvimento de famílias de banqueiros e mecenas, como os Médici.
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Na Itália, o movimento apresentou sua expressão mais típica por todo o período, porém, manifestações renascentistas de grande importância também ocorreram na Inglaterra, na França, na Alemanha, nos Países Baixos e na Península Ibérica. Em termos artísticos, a difusão europeia dos referenciais classicistas italianos resultou em produções regionais muito diferentes dos seus modelos, pois foram influenciadas por tradições locais derivadas principalmente de uma matriz gótica tardia. Essas produções regionais e o questionamento e reinterpretação dos referenciais clássicos na própria Itália por fim deram origem a uma nova corrente estética, o Maneirismo. Algumas das figuras renascentistas mais destacadas são Leonardo da Vinci, Michelangelo, Dante Alighieri, Nicolau Maquiavel, Giordano Bruno, Nicolau Copérnico, Erasmo de Roterdã e Johannes Gutenberg. Por muito tempo, o período foi visto nos Estados Unidos e na Europa como um movimento homogéneo, coerente e sempre progressivo, como o período mais interessante e fecundo desde a Antiguidade. Uma das suas fases, a Alta Renascença, chegou a ser consagrada como apoteose de uma longa busca pela mais sublime expressão e pela mais perfeita imitação dos clássicos; seu legado artístico foi considerado um insuperável paradigma de qualidade. Porém, estudos realizados nas últimas décadas têm revisado essas opiniões tradicionais, considerando-as pouco substanciais ou estereotipadas, e têm visto o período como muito mais complexo, diverso e contraditório do que se supôs ao longo de gerações.
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O novo consenso que se firmou reconhece o Renascimento como um marco importante na história da Europa, como uma fase de mudanças rápidas e relevantes em muitos domínios, como uma constelação de signos e símbolos culturais que definiu muito do que a Europa foi até a Revolução Francesa, e que permanece exercendo larga influência ainda nos dias de hoje, em muitas partes do mundo, tanto nos círculos acadêmicos como na cultura popular.
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Peptídeo é resumido aqui a partir de literatura pública: definição, contexto e pontos recorrentes na prática. Informação geral, não aconselhamento médico.
A pesquisa sobre Peptídeo apoia-se sobretudo em estudos de laboratório e modelos animais; dados clínicos variam conforme a substância.
Pureza e análise (HPLC, espectrometria de massa), reconstituição correta e armazenamento adequado são decisivos.%!(EXTRA string=Peptídeo)
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